Golpes financeiros: os 10 mais comuns e como identificar em segundos

Golpe financeiro quase nunca começa “no banco”. Em geral, ele começa com pressa, emoção e autoridade falsa (um “atendente”, um […]

Golpe financeiro quase nunca começa “no banco”. Em geral, ele começa com pressa, emoção e autoridade falsa (um “atendente”, um “parente”, uma “taxa urgente”). Por isso, quanto mais rápido você reconhece o padrão, menor é a chance de cair.

Abaixo estão 10 golpes recorrentes no Brasil e, além disso, um “teste de 5 segundos” para identificar cada um.

1) Golpe do falso funcionário do banco / falsa central

Como acontece: você recebe ligação/WhatsApp dizendo que houve “fraude”, “compra suspeita” ou “bloqueio”, e pedem para confirmar dados, senha, token ou fazer uma transferência “de segurança”.
Como identificar em segundos: banco não pede senha, não pede token, e não manda você transferir para “proteger” dinheiro. Se pediram, é golpe.
O que fazer: desligue e ligue você para o número oficial do seu banco (o do app/cartão), não para o que te ligou.

2) Spoofing (número “mascarado”)

Como acontece: o criminoso falsifica o número que aparece na sua tela, parecendo central do banco/operadora.
Como identificar em segundos: número “igual ao do banco” não prova nada. Se a conversa pedir ação urgente, trate como suspeita.
O que fazer: encerre e retorne pelo canal oficial. Além disso, a Anatel tem reforçado medidas contra esse tipo de fraude.

3) Clonagem do WhatsApp (código de verificação)

Como acontece: pedem o código SMS/WhatsApp “para confirmar cadastro”, e com isso clonam sua conta.
Como identificar em segundos: ninguém legítimo pede seu código. Código é “chave da casa”.
O que fazer: ative verificação em duas etapas e avise contatos se houver número falso se passando por você.

4) Golpe do “parente/amigo” pedindo Pix (número novo)

Como acontece: alguém se passa por conhecido e pede dinheiro “com urgência”, geralmente por WhatsApp.
Como identificar em segundos: urgência + novo número + Pix = risco alto.
O que fazer: confirme por ligação de voz/vídeo ou pergunta que só a pessoa saberia.

5) Falsa venda / falso e-commerce / “promoção boa demais”

Como acontece: site/perfil falso com preço irreal; depois pedem Pix “para garantir” e somem. A Febraban cita esse tipo como recorrente em rankings de fraude.
Como identificar em segundos: desconto absurdo + pressão (“últimas unidades”) + Pix direto = alerta vermelho.
O que fazer: pesquise CNPJ, reputação e, além disso, prefira pagamento com proteção/checkout confiável.

6) Boleto falso (código alterado / beneficiário errado)

Como acontece: você recebe boleto “de dívida/conta”, mas o beneficiário real é o golpista.
Como identificar em segundos: antes de pagar, confira nome do beneficiário e dados no app do banco. Se não bater, pare.

7) Falso comprovante de Pix

Como acontece: o golpista mostra “comprovante” forjado e tenta levar produto/serviço sem pagar.
Como identificar em segundos: comprovante só vale se o dinheiro caiu na sua conta.
O que fazer: confirme no saldo/extrato antes de entregar.

8) “Taxa do Pix” / “CPF vai ser bloqueado” (falsa cobrança)

Como acontece: mensagem imitando órgão público dizendo que existe “taxa sobre Pix” e que seu CPF será bloqueado se não pagar.
Como identificar em segundos: ameaça + boleto/link + “taxa Pix” = fraude. A Receita Federal já alertou publicamente sobre esse golpe.

9) Phishing (link falso para “atualizar cadastro”)

Como acontece: SMS/e-mail com link para página idêntica ao banco/loja; você digita dados e perde acesso.
Como identificar em segundos: link encurtado, domínio estranho, ou “atualize agora ou bloqueia”.
O que fazer: entre pelo app oficial digitando você mesmo, nunca pelo link.

10) “Ajuda” remota / falso suporte (AnyDesk/TeamViewer etc.)

Como acontece: pedem para instalar app de acesso remoto “para resolver”, e então fazem transações no seu celular/PC.
Como identificar em segundos: suporte legítimo não precisa controlar seu aparelho para “cancelar fraude”.
O que fazer: recuse, encerre contato e fale com o banco pelo canal oficial.

Se você caiu em um golpe: o que fazer agora (ordem certa)

  1. Fale com seu banco imediatamente e registre a ocorrência; no caso de Pix, o Banco Central orienta acionar o banco e pedir tentativa de devolução pelos mecanismos do Pix.
  2. Registre boletim de ocorrência (online, quando disponível).
  3. Troque senhas e, além disso, ative autenticação em dois fatores onde der.

Conclusão

Golpista vence na pressa; portanto, seu antídoto é um ritual curto: desligar, checar no app, e confirmar por canal oficial. Além disso, sempre que houver urgência + pedido de Pix + link, trate como suspeita até provar o contrário.

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